PAULA ALVES
Caminhos da subjetividade e psicanálise clínica
A psicanálise oferece uma via de elaboração das dores e inquietudes humanas. Ela ajuda a nomear sentimentos e a compreender experiências, criando condições para que o sofrimento ganhe novos sentidos. Na análise, minha escuta acompanha a singularidade da pessoa, buscando favorecer o reconhecimento de padrões repetitivos e a abertura para novas formas de sentir, desejar e se relacionar.
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Embora cada processo seja único — porque cada ser humano é único — acredito que a dor psíquica não se separa das condições sociais que moldam nossas vidas: raça, gênero, classe e trajetórias culturais. Por isso, combino o estudo profundo da psicanálise a uma abordagem atenta às múltiplas realidades brasileiras, onde a diversidade de experiências pede modos de compreensão igualmente diversos.
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Com base nessa ética, busco construir um espaço seguro onde a/o paciente possa ressignificar suas vivências e trabalhar inibições e sintomas — como vícios, depressão, ansiedade, dificuldades relacionais ou impasses ligados ao trabalho e à vida financeira — criando condições para que caminhos mais livres e sustentáveis possam se constituir.
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Acredito que é na elaboração do que se repete e faz sofrer que a criatividade encontra espaço para emergir.

PAULA ALVES
Po-éticas da subjetividade
Psicanálise clínica

Sou mestra em Teoria e Prática Psicanalítica pelo Centro de Estudios Freudianos de Madrid e especialista em intervenções terapêuticas relacionais pelo Institut Català D. Winnicott. Minha trajetória inclui também um mestrado em Arte-Terapia pela Sorbonne Paris-Cité (França), além de uma pesquisa em psicanálise e criatividade, da qual resultaram dois artigos: um publicado na Revista de Psicanálise de Porto Alegre e outro na Revista CeIR (Espanha), este último premiado no XIV Certamen del Devenir del Psicoterapeuta.
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Venho do campo das artes, e é desse percurso que nasce meu olhar clínico: uma atenção voltada às dobras da sensibilidade e à voz interior tantas vezes silenciada pelas expectativas do outro.
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Minha prática se formou no encontro com crianças, adolescentes e adultos atravessados por dificuldades de aprendizagem, TDAH, autismo, traumas migratórios e esquizofrenia. Em 2017, realizei residência na Clínica Psiquiátrica de La Borde (França), referência pela atuação de Jean Oury e Félix Guattari. Desde 2022, dedico-me exclusivamente a atendimentos individuais.
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Trabalho a partir da psicanálise contemporânea, reconhecendo a dimensão corporal das experiências psíquicas e dialogando com diferentes escolas teóricas. Esse entrelaçamento de referências busca ampliar minhas posições de olhar sobre cada caso e favorecer a constituição de práticas de cuidado situadas, sustentadas por uma multiplicidade de olhares possíveis sobre cada trajetória.
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Atendo exclusivamente online, acompanhando brasileiras e brasileiros que vivem em diferentes regiões do país ou no exterior. Cada processo é construído no ritmo e nas possibilidades singulares de quem me procura.
Acompanhamento psicanalítico
com perspectiva de gênero.
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ANSIEDADE: CONFRONTAR-SE COM O FUTURO
Em um mundo em constante transformação, a tomada de decisões pode trazer angústia. Perguntamo-nos se as escolhas que fazemos são adequadas e, diante das demandas do cotidiano, a dúvida tende a crescer. As incertezas nas esferas amorosa e profissional intensificam esse movimento, criando uma paralisia que, com o tempo, se desdobra em estresse, burnout ou depressão.
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Questões como “Por que me sinto tão ansiosa/o diante de decisões simples?” ou “Por que tenho tanta dificuldade em me relacionar?” são frequentes — e, pouco a pouco, podem se condensar naquela sensação mais dura comum a tantas pessoas: a de que tudo está saindo errado.
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Quando esses impasses se acumulam, a psicoterapia oferece um espaço de reflexão e cuidado, onde é possível trabalhar diretamente o sofrimento causado pela ansiedade: reconhecer padrões repetitivos, compreender seus gatilhos e construir formas mais eficazes de lidar com o cotidiano.

DEPRESSÃO E TRAUMA

A depressão pode surgir em diferentes momentos da vida. Às vezes aparece após longos períodos de desgaste emocional; em outras, se manifesta de forma mais silenciosa, sem que seja claro o que desencadeou o sofrimento.
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O trauma, por sua vez, envolve experiências que ultrapassam a capacidade psíquica de elaboração — perdas, abusos, violência, medo extremo. Mesmo anos depois, essas vivências podem seguir atuando no corpo e na mente, gerando sentimentos de impotência, desconexão e por vezes contribuindo para estados depressivos.
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Quando essas marcas se acumulam, é comum que a vida pareça perder direção. A psicanálise oferece um espaço seguro para trabalhar essas vivências, compreender seus efeitos e encontrar caminhos que devolvam continuidade e sentido à vida.
LIBERAR-SE DOS CICLOS VICIOSOS
Comportamentos que antes traziam prazer ou alívio podem se tornar fonte de sofrimento para nós e para quem está ao redor. Mesmo reconhecendo seus efeitos nocivos, podemos chegar ao ponto onde perdemos a sensação de escolha e nos vemos presos a uma repetição — seja ligada a uma substância, a um modo de agir ou a uma relação.
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A psicanálise oferece um espaço para explorar os mecanismos que sustentam esse ciclo, compreendendo como ele se tornou inevitável, ainda que doloroso. O processo analítico amplia a capacidade de reconhecer alternativas e recuperar, pouco a pouco, o exercício da escolha.


FAZER E DESFAZER IDENTIDADES
Identidades dizem respeito a modos de ser, desejar e estar no mundo. São construções complexas, atravessadas por história, corpo, linguagem e relações — e podem se transformar ao longo da vida. Em um mundo marcado por normas rígidas, transitar de uma identidade para outra pode gerar sofrimento, medo e confusão.
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Com acolhimento e escuta, esse percurso — que por vezes passa pela dor — pode ganhar sentido e tornar-se um processo de afirmação, permitindo que cada pessoa encontre formas mais próprias de habitar quem é.
Contato
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Site e ilustrações - Rafael Frazão
